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A São Vicente de Paulo

Ó GLORIOSO SÃO VICENTE, celeste padroeiro de todas as associações de caridade e pai de todos os infelizes que, enquanto vivestes sobre a terra, nunca faltastes àqueles que se valeram de vossa proteção; vede a multidão de males de que estamos oprimidos e correi em nosso auxílio; alcançai do Senhor socorro para os pobres, auxílio aos enfermos, consolação aos aflitos, proteção aos desamparados, conversão aos pecadores, zelo aos sacerdotes, paz à Igreja, tranquilidade aos povos e a todos salvação.

Sim, que todos experimentem os efeitos de vossa benéfica intercessão, e que, socorridos assim por vós nas misérias desta vida, possam reunir-se convosco lá no céu, onde não haverá mais tristeza nem lágrimas, nem dor, mas uma alegria e uma bem-aventurança eternas. Amém.

São Vicente de Paulo (1581-1660), francês; fundador da Congregação da Missão ou Lazaristas e, junto com Santa Luísa de Marillac, da sociedade das Filhas da Caridade ou Vicentinas.

A igreja, lugar de reverência e de oração – (São Pedro Julião Eymard)

QUEM TEM FÉ sabe para onde se dirige quando vai à igreja, isto é, ao encontro de Nosso Senhor Jesus Cristo, e ao entrar poderá dizer com São Bernardo, a todas as preocupações: “Ficai à entrada, preciso ir ter com Deus, para me confortar”. Procedei da mesma forma e, sabendo o tempo que ides permanecer em oração, esquecei a tudo mais. Quem vem para orar, não vem para tratar de negócios. E se as distrações, a imaginação, as preocupações vierem importunar, não vos perturbeis, mas, tranquilamente, afastai a tudo. Ficai a confessar respeitosamente vossa fraqueza comportando-vos bem, a fim de provar a Nosso Senhor que toda distração vos é detestável e assim vossa atitude professará, já que o espírito não o faz, sua Divindade e sua Presença. Na falta do mais, isto já seria muito.

Reparai num santo ao entrar numa igreja. Alheio às pessoas, esquecido de tudo, só vê a Nosso Senhor. Quem, na presença do Papa pensará nos bispos ou nos cardeais? A Deus só toda honra e glória. Os santos no céu não perdem tempo trocando-se honras. Imitemo-los na igreja e vejamos tão-somente a Nosso Senhor!

Uma vez lá, ficai quietos um momento, pois o silêncio constitui o sinal maior de respeito, primeiro requisito da oração. E grande parte das securas e da indevoção é resultado quer da falta de respeito para com Nosso Senhor ao entrarmos na igreja, quer da nossa atitude pouco respeitosa dentro do templo.

Deveis a Nosso Senhor o respeito exterior. Nada favorece tanto a oração da alma como a oração do corpo.

Não vos deveis impor uma atitude por demais rigorosa, mas sim um porte severo. As posições familiares diante de Deus geram o desprezo. Amai, sede ternos e afetuosos, nunca familiares. A atitude irreverente é muitas vezes causa da aridez e da falta de devoção.

Por falta de respeito exterior, fenece nossa piedade…

(São Pedro Julião Eymard, Escritos e Sermões sobre a Divina Eucaristia).

S. Pedro J. Eymard, 1811-1868, francês. Sacerdote. Fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento.

A Santa Rita de Cássia

QUERIDA SANTA RITA, advogada dos casos desesperados, auxiliadora dos que estão sem esperança, sem refúgio nem salvação das dores que os conduzem ao abismo do desespero; com imensa confiança em tua intercessão celestial me dirijo a Ti pelo caso que oprime de dor o meu coração.

Querida Santa Rita, ajuda-me, consola-me, põe teu olhar e tua piedade em meu coração tão atormentado. Pelas provas atrozes que sofreste, pelas lágrimas que derramaste no momento da morte de teu marido e de teus filhos, vem em meu auxílio. Fala, pede e intercede por mim ao coração de Deus, Pai misericordioso e fonte de todo consolo, e alcança-me a graça que te peço ( expressá-la aqui . . . ).

Escuta-me e eu utilizarei tua graça para melhorar o meu caminho e meu comportamento, para cantar na terra e no céu a misericórdia divina.

Pai nosso, Ave Maria e Glória.

Santa Rita de Cássia – Viveu no século XV, na Úmbria, Itália. Tendo perdido o marido e os filhos, fez-se monja agostiniana no convento de Cássia. Estigmatizada. Tinha na fronte um ferimento que não sarava – como se fosse causado por um espinho da coroa de espinhos de Cristo. Evocada nos casos desesperados ou de solução impossível, devido ao seu milagre final. Ao morrer, pediu uma rosa, que miraculosamente florira fora de estação no seu jardim.

Ao Anjo da Guarda – [São Carlos Borromeu]

SANTO ANJO, que sempre adorais a Face do Pai eterno, como também sempre a contemplais, e já que Sua bondade suprema vos encomendou o cuidado da minha alma, guardai-a sem cessar por Sua graça, esclarecei-a em suas trevas, consolai-a em suas penas, aquecei-a em suas friezas, defendei-a em suas tentações, governai-a em todo o curso de sua vida.

Dignai-vos orar comigo; e porque minhas preces são frias e lânguidas, abrasai-as no fogo em que ardeis, apresentai-as diante do trono de Deus para oferecê-las. Fazei que, por vossa intercessão, a minha alma seja humilde na prosperidade e corajosa na adversidade; que ela se anime no fervor de sua fé e pela alegria de sua esperança, e que, não trabalhando durante este exílio senão para avançar em direção à sua pátria celeste, ela aspire, cada vez mais, por gemidos de um amor ardente por JESUS, seu Salvador, a adorá-lo eternamente, e a alegrar-se, enfim, convosco, na companhia de todos os santos Anjos, desta glória inefável que Ele possui por todos os séculos. Assim seja!

(São Carlos Borromeu, Cardeal e Arcebispo de Milão, século XVI, + 1584).

Uma oração para a Epifania

SENHOR JESUS, que Vossa luz possa brilhar em nosso caminho, como uma vez guiou os passos dos Magos do Oriente: que nós também sejamos conduzidos até a Vossa Presença e que, cheios de reverência, Vos adoremos, Vós, o filho de Maria, Mãe de Deus; Vós, a Palavra do Pai, o Rei das nações, o Salvador da humanidade, e que em união com Vosso Pai celeste e o Espírito Santo, sois um só Deus pelos séculos dos séculos! Amém.

Na Epifania do Senhor

SENHOR JESUS, que à imitação dos magos do Oriente, possamos ir, nós também, mais frequentemente, para adorar-Te em Tua casa que é o Templo, e que não cheguemos com as mãos vazias: que Te levemos o ouro de nossas oferendas, o incenso de nossa oração fervorosa e a mirra dos sacrifícios que fazemos para permanecermos fiéis a Ti, e que Te encontremos na companhia de Tua Mãe Santíssima, Maria, a quem sempre queremos honrar e venerar como Tua e nossa Mãe. Amém.

A São Thomas Becket

Ó SÃO TOMÁS, Bispo fiel do Senhor, que aprendestes a vos tornar humilde e virtuoso, correspondendo assim às graças divinas, as quais vos guiaram na defesa da Igreja e de seu povo fiel em face da tirania.

Curvastes a vossa cabeça para receber o golpe e a coroa do martírio, oferecendo a vossa vida e morte pela Igreja de Cristo e pela causa da paz e da reconciliação.

Escutai as minhas preces e ajudai-me a abraçar as palavras do Evangelho em minha vida cotidiana, a buscar a santidade e a carregar alegremente a cruz que Deus, em sua sabedoria, permitiu para mim.

Obtém-me a virtude da fortaleza para que, como um verdadeiro discípulo, eu possa ser uma testemunha fiel de Cristo no mundo e minha vida Lhe seja agradável.

Acompanhai-me em minha peregrinação e guiai-me, sendo meu sábio intercessor, para que eu compreenda sempre melhor o caminho que Deus estabeleceu para mim.

Orai para que um dia eu possa estar de pé juntamente convosco, na companhia da Virgem Maria e de todos os santos, na presença do nosso amoroso Deus. Amém.

S. Thomas Becket, 1117-1170, Bispo de Cantuária, Inglaterra.

A São Camilo de Lellis

GLORIOSO SÃO CAMILO, que destes assistência aos doentes com amor de mãe, do céu volvei um olhar misericordioso sobre todos os que sofrem.

Intercedei a Deus por eles para que alivie as dores físicas e as tristezas da alma; console a solidão e enxugue as lágrimas; conceda força para o caminho e paciência para a espera; doe a serena aceitação do cotidiano e a confiante esperança nas realidades futuras.

Concedei-nos ser inflamados pela mesma caridade que ardia no vosso coração, para servir o nosso próximo sofredor como nos ensinou Cristo, o bom samaritano da alma e do corpo.

AMÉM.

A Santo Antônio de Pádua

Ó DEUS, Pai cheio de bondade e misericórdia, que escolhestes Santo Antônio como testemunha do Evangelho e mensageiro da paz no meio do vosso povo, escuta a oração que vos dirigimos por sua intercessão.

Santificai todas as famílias, ajudando-as a crescer na fé; ajudai-as a conservar a unidade, a paz, a serenidade. Abençoai os nossos filhos, protegei os jovens.

Socorrei todos os que são provados pela enfermidade, pelo sofrimento e solidão.

Sustentai-os nas fadigas de cada dia, cumulando-os com o vosso amor.

Por Cristo nosso Senhor. Amém.

A oração – [S. John Henry Newman)

O QUE É, ENTÃO, A ORAÇÃO? É (se se pode dizer reverentemente) conversar com Deus. Conversamos com nossos semelhantes, e usamos uma linguagem familiar, porque são nossos semelhantes. Conversamos com Deus, e então usamos a linguagem mais humilde, calma e concisa que podemos, porque Ele é Deus. Assim, pois, a oração é conversação divina, que se diferencia da humana tanto como Deus se diferencia do homem. Por isso São Paulo dizia: “Nossa conversação está no Céu” (Fl 3,20), certamente não se referindo com isto somente à conversação com palavras, mas à relação e ao tipo de vida em geral; e sem dúvida de modo especial a conversação com palavras é oração, pois a linguagem é o meio específico de toda relação. Nossa relação com nossos semelhantes não avança por meio da vista, mas por meio do som, não através dos olhos, mas das orelhas. O ouvido é o sentido social, e a linguagem é o vínculo social. Da mesma forma, como a conversação do cristão está no céu, e posto que é seu dever, junto com Henoc* e os demais santos, caminhar com Deus, assim sua voz está no céu, seu coração “transmitindo boas palavras” de orações e louvores. As orações e os louvores com seu modo de relação com o mundo futuro, como a conversação e negócios ou de recreio é o modo em que este mundo segue avante em todas as suas direções distintas. Aquele que não reza não reclama sua cidadania no céu, mas vive, apesar de ser herdeiro do Reino, como se fosse filho da terra.

(S. John Henry NewmanSermões Paroquiais, IV, 15)

*(Henoc – Filho de Caim (Gn 4,17) e também de Jared (Gn 5,18), pai de Matusalém (Gn 5, 21), Henoc é um modelo de fidelidade e perseverança no caminho de Deus, tanto que foi arrebatado ao Céu (Gn 5, 24). Outras passagens da Escritura que se referem a ele: Eclo 44, 16; 49, 14. Hbr 11, 5. Jd 5).

Ao Santíssimo Sacramento – [São Pio de Pietrelcina]

VIESTE VISITAR-ME como Pai e como Amigo. Jesus, não me deixes só. Fica, Senhor, comigo!

Pelo mundo envolto em sombras sou errante, peregrino. Dá-me tua luz e graça. Fica, Senhor, comigo!

Neste precioso instante abraçado estou contigo. Que esta união nunca me falte. Fica, Senhor, comigo!

Acompanha-me na vida, tua presença necessito. Sem ti desfaleço e caio. Fica, Senhor, comigo!

A tarde está declinando; vou correndo como ao rio ao fundo mar da morte. Fica, Senhor, comigo!

No sofrimento e no gozo, sê meu alento enquanto vivo. Até que morra em teus braços, fica, Senhor, comigo!

(São Pio de Pietrelcina, 1887-1968, italiano, frade capuchinho; foi canonizado em 2002 pelo Papa João Paulo II).

A todos os Santos – [S. Afonso de Ligório]

GRANDES PRÍNCIPES DO CÉU, Santos auxiliadores, que sacrificastes por Deus todas as vossas possessões terrenas, riqueza, preferências, até mesmo a vida, e que estais, agora, coroados no Céu, na estável fruição da felicidade e da glória eternas; tende compaixão de mim, um pobre pecador neste vale de lágrimas, e obtém para mim, de Deus, – por quem deixastes tudo e que vos ama como seus servos fiéis, – a força para suportar pacientemente as provações desta vida, vencer todas as tentações e perseverar no serviço de Deus até o fim, para que um dia eu possa ser recebido em vossa companhia para louvá-lo e glorificá-lo, o supremo Senhor, cuja visão beatífica gozais e a quem louvais e glorificais para sempre. Amém.

(Santo Afonso de Ligório, 1696-1787, Bispo e Doutor da Igreja).

A São Rafael Arcanjo

GLORIOSO ARCANJO, SÃO RAFAEL, grande Príncipe da Corte Celeste, ilustre por vossos dons de sabedoria e graça, guia dos viajantes, consolador dos atribulados e refúgio dos pecadores, eu vos suplico que me ajudeis em todas as minhas necessidades e provações desta vida, como fizestes ao ajudar o jovem Tobias em sua jornada. E, uma vez que sois o “médico divino”, humildemente peço-vos para curar minha alma de suas muitas enfermidades e meu corpo dos males que o afligem, se este favor for para o meu maior bem.

Peço-vos, especialmente, pelo dom da pureza angélica, para que eu possa me tornar um templo vivo do Espírito Santo. Amém.

Vem, Espírito Santo! – [São Pedro Damião]

ESPÍRITO SANTO, LUZ DAS ALMAS,

Tu que restituíste a vista ao cego de nascença,

ilumina-me!

Tu que ressuscitaste a Lázaro, vivifica-me!

Vem, Espírito de Verdade,

afasta de mim as trevas do erro!

Julga, Senhor, os que me querem mal,

repele os que me atacam

e acorre em meu socorro.

Espírito vivificador, que dás a vida,

Deus todo-poderoso e eterno,

és fogo que consome.

És o Espírito de discernimento e de ardor.

Toma meu coração

e dele extirpa as faltas e vícios

com Teu fogo potente.

Vem banir de meus sentidos

o espírito do mal

que se insurge contra Ti.

Que se levante Deus

e se dispersem Seus inimigos!

Que os que Te odeiam

fujam de diante de Tua face!

Que se esvaneçam como fumaça.

Amém.

(São Pedro Damião, 1007-1072, Cardeal, Doutor da Igreja, autor de “O Livro de Gomorra”, publicado em 1051).

Necessitamos de ti – [ Paulo VI ]

Ó CRISTO, NOSSO ÚNICO MEDIADOR, necessitamos de ti: para viver em comunhão com Deus Pai; para tornar-nos contigo, que és Filho único e Senhor nosso, seus filhos adotivos; para sermos regenerados pelo Espírito Santo.

Necessitamos de ti, ó único verdadeiro mestre das verdades escondidas e indispensáveis da vida, para conhecer o nosso ser e o nosso destino, o caminho para consegui-lo.

Necessitamos de ti, ó nosso Redentor, para descobrir a nossa miséria e curá-la; para ter o conceito do bem e do mal e a esperança da santidade; para deplorar os nossos pecados e obter a perdão deles.

Necessitamos de ti, ó irmão primogênito do gênero humano, para encontrar as razões verdadeiras da fraternidade entre os homens, os fundamentos da justiça, os tesouros da caridade, o sumo bem da paz.

Necessitamos de ti, ó grande paciente das nossas dores, para conhecer o sentido do sofrimento, e para dar a ele um valor de expiação e de redenção.

Necessitamos de ti, ó vencedor da morte, para nos libertar do desespero e da negação, e para ter certezas que não traem eternamente.

Necessitamos de ti, ó Cristo, ó Deus-conosco, para aprender o amor verdadeiro e caminhar com alegria e na força da tua caridade, ao longo do caminho da nossa vida fatigosa, até o encontro final Contigo amado, Contigo esperado, Contigo abençoado nos séculos.

(Oração que o Cardeal Giovanni Battista Montini, – futuro Papa Paulo VI , – escreveu em 1955, no final de sua primeira Carta Pastoral como recém Arcebispo de Milão. Seu pontificado, iniciado em 1963, irá até 1978, ano de sua morte. Foi beatificado em 2014 e canonizado em 2018 pelo Papa Francisco).