MEU SENHOR JESUS CRISTO, possa Tua paz estar comigo.
Em Ti, ó Jesus, verdadeira paz, eu possa ter paz sobre paz eternamente.
Por Ti eu possa chegar àquela paz que ultrapassa todo entendimento,
na qual, alegremente, eu possa ver-Te tal como és.
(Santa Gertrudes de Helfta, 1256 – 1302).
“Deus em mim, eu nele” deve ser o nosso lema. Que jubiloso mistério a presença de Deus dentro de nós, neste íntimo santuário das nossas almas onde sempre podemos encontrá-lo também quando não percebemos mais sensivelmente a sua presença! Que importa o sentimento? Talvez ele esteja também mais perto, quando menos o sentimos. É aqui, no fundo da alma, que gosto de procurá-lo. Preocupemo-nos em não deixá-lo jamais sozinho, e em que a nossa vida seja uma contínua oração.
(Beata Elisabete da Trindade: carta à Srta. Margarida Gollot).
É PARA VÓS, doce e amantíssimo Jesus, Rei da bem-aventurança e da glória imortal, a quem hoje me volvo. Eu me lanço a vossos pés e os abraço com toda a minha alma, eu vos adoro de todo o meu coração, eu vos escolho para meu Rei e me submeto inteiramente a vossas santas leis. Tudo aquilo que eu tenho vos ofereço em sacrificio universal e irrevogável, que pretendo, mediante a vossa graça, manter toda a minha vida com uma fidelidade inviolável.
Ó Virgem Santíssima, permiti que vos escolha hoje por guia; ponho-me sob vossa proteção, devotando-vos um singular respeito e uma devoção toda especial.
Ó meu santo anjo, apresentai-me aos santos e às santas; não me abandoneis antes de me fazerdes entrar em vossa feliz companhia.
Só então, renovando e confirmando de dia em dia esta escolha, que agora faço, exclamarei eternamente, a exemplo vosso: viva Jesus! viva Jesus!
(Filotéia, parte I, cap. XVIII – São Francisco de Sales)
VINDE, ESPÍRITO SANTO e mandai do céu um raio da vossa luz ! Vinde, pai dos pobres. Vinde, doador dos dons. Vinde, luz dos corações !
Consolador ótimo, doce hóspede e suave alegria das almas. Vinde aliviar-lhes os trabalhos, temperar-lhes os ardores, enxugardes as lágrimas !
Ó luz beatíssima, inflamai o mais íntimo dos corações dos vossos fiéis. Sem a vossa graça, nada há no homem, nada de inocente.
Lavai, pois, o que está sórdido, regai o que está árido, curai o enfermo. Dobrai o que é rígido, aquecei o que está frio, reconduzi o desviado.
Dai aos vossos fiéis, que em vós esperam, vossos sete sagrados dons ! Dai-lhes o mérito da virtude, o dom da graça final e o glorioso prêmio dos prazeres eternos. Amém.
(Este hino litúrgico em honra do Espírito Santo foi composto por Stephen Langton, Arcebispo de Canterbury, no tempo do Papa Inocêncio III , + 1216)
EU VOS SAÚDO, ó Maria, vós sois a esperança dos cristãos. Recebei a súplica de um pecador que vos ama ternamente, vos honra de modo particular, e em vós põe toda a esperança de sua salvação. De vós recebi a vida, pois me restabeleceis na graça de vosso Filho. Sois o penhor certo de minha salvação. Rogo-vos, pois, que me liberteis do peso dos meus pecados; que dissipeis as trevas de minha inteligência; desterreis os afetos terrenos do meu coração; reprimais as tentações dos meus inimigos; e governeis de tal sorte a minha vida que eu possa, por vosso intermédio e debaixo da vossa proteção, chegar à felicidade eterna do paraíso.
(São João Damasceno – 649-749 – Doutor da Igreja)
“A submissão ao Espírito Santo é o segredo da santidade.” (Cardeal Mercier).
Ó ESPÍRITO SANTO, alma da minha alma, eu vos adoro. Iluminai-me, guiai-me, consolai-me, dizei o que devo fazer, dai-me as vossas ordens! Prometo submeter-vos a tudo o que desejardes de mim e tudo quanto permitirdes que me aconteça; dai-me unicamente conhecer a vossa vontade. Amém.
ESPÍRITO SANTO, amor do Pai e do Filho, inspirai-me sempre o que devo pensar, o que devo dizer, o que devo calar, o que devo escrever, como devo agir, o que devo fazer para melhor glorificar o vosso Nome, para obter o bem das almas e a minha própria santificação.
(Cardeal Mercier).

—- Désiré Joseph Mercier (1851-1926), o Cardeal Mercier, foi Arcebispo de Bruxelas-Mechelen (Bélgica) e filósofo.
—- O Cardeal Mercier prometeu uma “vida feliz, serena e consolada, mesmo no meio das tribulações”, a quem conversar assim diariamente com o Espírito Santo, afirmando que “a submissão ao Espírito Santo é o segredo da santidade”.
ESPÍRITO SANTO, vem ao meu coração e atrai-me a Ti pelo teu poder; dá-me caridade e temor.
CRISTO, livra-me de todo mau pensamento e aquece-me com teu ardentíssimo amor.
MEU PAI, santo e bondoso meu Senhor, ajuda-me em todo trabalho.
(Santa Catarina de Sena, 1347-1380, italiana, doutora da Igreja).
GUIA-NOS SENHOR, pelos teus caminhos admiráveis,
até nos levares ao princípio da saúde espiritual
e de bondade, isto é, o Espírito Santo,
que reparou as nossas faltas, curou as nossas feridas
e deu a vida de amor aos nossos corações endurecidos.
(S. Francisco de Bórgia, séc. XVI)
Ó que pão, ó que comida
ó que divino manjar
se nos dá no santo altar
cada dia!
Filho da Virgem Maria,
que Deus-Padre cá mandou
e por nós na cruz passou
crua morte [ … ]
Este dá vida imortal,
este mata toda fome,
porque nele Deus e homem
se contêm.
[ … ] ar fresco de minha calma,
fogo de minha frieza,
fonte viva de limpeza,
doce beijo
mitigador do desejo
com que a vós suspiro e gemo,
esperança do que temo
de perder.
(Do santíssimo Sacramento – Poesias: São P. José de Anchieta)
“Ele prostrou-se com o rosto em terra orando e dizendo…” (Mat. 26, 39).
Nosso Senhor prostra-se para orar. Imitemo-lo: orando prostrados, de joelhos, nas atitudes mais penitentes, mais humildes, mais suplicantes, pois são estas as que mais nos convém, e são também as melhores para nós, porque são as que traduzem maior amor. Que outra posição revela maior afeto, do que por-se de joelhos aos pés de quem se ama?… Fiquemos assim ao pé do Senhor… Não temamos estar sentados na sua presença, como Santa Madalena, ou em pé. Mas preferíramos estar de joelhos, e sempre que pudermos, de joelhos ou prostrados, imitemos o seu exemplo, como a humildade, a penitência, e sobretudo o amor, mandam que se façam as nossas orações.
“Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice, todavia não (se faça) como eu quero, mas sim como tu queres…” (Mat. 26, 39).
Deus ensina-nos a orar. É preciso, antes de mais, pedir a Deus o que desejamos com a simplicidade da criança que fala a seu pai, e depois disto acrescentar: “todavia, não como eu quero, mas sim como tu queres”.
Façamos assim: nada de complicações na nossa oração, mas a simplicidade absoluta. Peçamos o que o nosso coração deseja, sem gastar tempo a pensar se faríamos melhor em pedir outra coisa, sem floreados, com toda a simplicidade. Peçamos e depois acrescentemos: “e no entanto, não se faça a minha vontade, mas a tua”.
(B. Charles de Foucauld: Meditações sobre o Evangelho)
A Virgem com o Menino, de Cimabue
MÃE PIEDOSA, mansa, clementíssima, este nome condiz mais dignamente à tua glória… Mãe da paz, por teu meio, de inimigo dos céus pelo pecado, o homem se tornou de Deus amigo. Mãe da pureza, Mãe do belo amor, Mãe da justiça inteira!
És Mãe e Virgem, Mãe dulcíssima da Vida!
Digamos tudo: tu és a Mãe de Deus! Deste à luz o Unigênito do Pai: cremos que ele é teu Filho único e primeiro. Somente ele nasceu do teu seio, deixando intacta a estrada triunfal da tua virgindade.
Arrebatado pelo fogo do divino amor, Ele nos fez, por sua bondade, seus irmãos. Como irmãos seus e filhos teus, portanto, a ti nos entregou, ó carinhosa Mãe: e, quais penhores queridos, tu nos recebeste. Nem ao mendigo nem ao enfermo tu repeles, nem mesmo ao coração repleto de torpezas.
E, como és Mãe dos justos, assim o és também dos pecadores. Mãe única de todos, de todos salvação! Abre, pois, aos filhinhos teu seio maternal e sinta minh’alma que, de fato, és minha Mãe. Ouça, por tua bondosa intercessão, meu rogos aquele que sofreu ser, por nosso amor, teu Filho!
(Poema da Virgem – São P. José de Anchieta)
A VÓS, SÃO JOSÉ, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de vossa santíssima esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo nos conquistou com o seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da divina família, o povo eleito de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas de seus inimigos e de toda adversidade.
Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, com o vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente, e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém.
Ó REI DA PAZ, dai-nos vossa paz e perdoai os nossos pecados. Afastai os inimigos da Igreja e protegei-a para que não desfaleça. O Emanuel nosso Deus está no meio de nós na glória do Pai e do Espírito Santo. Abençoai e purificai o nosso coração e curai as enfermidades da alma e do corpo. Nós vos adoramos, ó Cristo, com vosso Pai bondoso e o Espírito Santo, porque viestes e nos salvastes.
(Oração do Incenso – tradição copta)


